Recordações da rua Oliveira

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Sempre achei que esse ângulo daria uma foto interessante, e no início da tarde de sábado resolvi fazer. Estava saindo do Imperator, parei na calçada, de frente para a rua Oliveira, e apontei o celular. A foto não saiu de primeira. Errei a composição, um ônibus passou, esperei para tentar de novo. Voltei a errar, outro ônibus passou, o sinal fechou, carros ficaram no caminho, esperei mais. Tentei outra vez e, então, gostei do resultado.

Tenho algumas recordações da rua Oliveira. A mais antiga é a de subir ao segundo andar desse prédio na esquina da esquerda para ir à loja que, acredito, deve ter sido a primeira Hering do Méier, muito, mas muito antes dessa bacanuda que hoje existe na esquina da Dias da Cruz com a travessa Miracema. A impressão que guardei é de que a Hering antiga era pequena e simplesinha.

Outra lembrança é da loja de brinquedos Gabriel Habib. Acho que ficava onde agora é o colégio Intellectus, não tenho certeza. Foi ali, em um Natal, que escolhi a minha primeira e única Barbie, pondo fim a uma espera que havia durado toda a infância. Bem mais tarde, passei a ir à rua Oliveira para comprar esmaltes, produtos para o cabelo e outros itens de vaidade na perfumaria que ainda está por lá. Ficava longos minutos na Casa do Perfume.

venezinha-discosMas de todas as lembranças, a primeira que vem à mente quando passo pela rua Oliveira ficou ali no térreo da esquina da esquerda, onde durante tanto tempo foi Venezinha Discos, antes de ser Lugar do Médico. Uma lojinha clássica de música, que pelo menos até 2014 sei que existiu, e eu fantasiava que seria uma das locações da série que eu escreveria sobre o Méier. Ficou no passado, numa época em que ainda se comprava CDs e nem se imaginava que milkshake de Ovomaltine deixaria de ser exclusividade do Bob’s.

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