Almoço de sábado no Boi Bão

Almocei ontem no Boi Bão, na rua Lopes da Cruz. Não vou lá com frequência, mas uma coisa engraçada é que todas as vezes sempre me parecem a mesma. Uma sensação de familiaridade por conta de experiências muitíssimo parecidas, principalmente porque as opções do bufê quase não mundam – embora sejam bastante numerosas. O Boi Bão é aquele restaurante a peso aonde se vai com a certeza do que se encontrará. A torta fria de atum, por exemplo. Sei que sempre haverá.

Por sinal, é a torta fria de atum, invariavelmente, o início do meu percurso no bufê. Na sequência, gosto de pegar algumas frutas (ontem o melão e a manga estavam ótimos) e me servir de salada. Então, chega a parte quente, e aí complica. Com tantas combinações possíveis, meu prato começa a se parecer com um arranjo difícil de explicar. Para não piorar, pulo a parte das carnes e sigo direto para a balança. Isso me aconteceu todas as vezes que fui lá.

O Boi Bão é um restaurante com comida boa e atendimento adequado – e uma ótima opção quando se quer almoçar rápido. Acho interessante o ambiente de simplicidade que, combinado às mesas compridas e compartilhadas, sempre me passa uma impressão de lugar acolhedor. É como estar entre conhecidos, mesmo que eu não conheça ninguém que esteja almoçando lá.

Entre os restaurantes de comida a quilo, o Boi Bão é um dos mais queridos do Méier. Os quadrinhos do prêmio Água na Boca estão lá de prova.

Por falar nisso, se tem uma coisa lá que não entendo é a disposição desses quadrinhos. Em um estabelecimento tão amplo, inventaram de amontoá-los todos em um pequeno espaço na parede atrás do caixa. Estão pendurados em ordem cronológica, da esquerda para a direita, mas a sequência vai de baixo para cima. Por alguma razão, não há ao menos dois deles alinhados, não consigo deixar de reparar.

Este ano o Boi Bão voltou a vencer o prêmio Água na Boca na categoria Quilo/Bufê. Isso significa que, em breve, terá mais um quadrinho. Na fila do caixa, tive muita vontade de pedir para arrumar.