Almoço de sábado no Boi Bão

Almocei ontem no Boi Bão, na rua Lopes da Cruz. Não vou lá com frequência, mas uma coisa engraçada é que todas as vezes sempre me parecem a mesma. Uma sensação de familiaridade por conta de experiências muitíssimo parecidas, principalmente porque as opções do bufê quase não mundam – embora sejam bastante numerosas. O Boi Bão é aquele restaurante a peso aonde se vai com a certeza do que se encontrará. A torta fria de atum, por exemplo. Sei que sempre haverá.

Por sinal, é a torta fria de atum, invariavelmente, o início do meu percurso no bufê. Na sequência, gosto de pegar algumas frutas (ontem o melão e a manga estavam ótimos) e me servir de salada. Então, chega a parte quente, e aí complica. Com tantas combinações possíveis, meu prato começa a se parecer com um arranjo difícil de explicar. Para não piorar, pulo a parte das carnes e sigo direto para a balança. Isso me aconteceu todas as vezes que fui lá.

O Boi Bão é um restaurante com comida boa e atendimento adequado – e uma ótima opção quando se quer almoçar rápido. Acho interessante o ambiente de simplicidade que, combinado às mesas compridas e compartilhadas, sempre me passa uma impressão de lugar acolhedor. É como estar entre conhecidos, mesmo que eu não conheça ninguém que esteja almoçando lá.

Entre os restaurantes de comida a quilo, o Boi Bão é um dos mais queridos do Méier. Os quadrinhos do prêmio Água na Boca estão lá de prova.

Por falar nisso, se tem uma coisa lá que não entendo é a disposição desses quadrinhos. Em um estabelecimento tão amplo, inventaram de amontoá-los todos em um pequeno espaço na parede atrás do caixa. Estão pendurados em ordem cronológica, da esquerda para a direita, mas a sequência vai de baixo para cima. Por alguma razão, não há ao menos dois deles alinhados, não consigo deixar de reparar.

Este ano o Boi Bão voltou a vencer o prêmio Água na Boca na categoria Quilo/Bufê. Isso significa que, em breve, terá mais um quadrinho. Na fila do caixa, tive muita vontade de pedir para arrumar.

Anúncios

Vinte e Quatro de Maio

Outro dia escrevi aqui sobre Lima Barreto. Volto a ele porque hoje é 24 de maio, e a rua Vinte e Quatro de Maio foi o primeiro destino do escritor no Grande Méier. Quando o pai dele enlouqueceu, em outubro de 1902, a família deixou a Ilha do Governador para se instalar no número 223 dessa rua. No ano seguinte, Lima Barreto, seus irmãos e o pai se transferiram para Todos os Santos.

A Vinte e Quatro de Maio tem esse nome em referência a um episódio da Guerra do Paraguai: a vitória do Brasil na Batalha do Tuiuti. Nos dias de hoje, a rua liga o bairro de São Francisco Xavier, na altura do largo Subtenente Manoel Henrique Rabelo, ao Méier, na rua Dias da Cruz. No passado, ela testemunhou o início do turfe no Rio de Janeiro. Quase no final dos anos 1840, o Club de Corridas, uma sociedade anônima, adquiriu um terreno alagadiço, entre São Franciso Xavier e Benfica, onde instalou o Prado Fluminense, o primeiro hipódromo da cidade. Ele foi inaugurado na década seguinte, no começo da Vinte e Quatro de Maio, perto da futura Estação de São Francisco Xavier.

Naquele tempo, a Vinte e Quatro de Maio não tinha a extensão atual. A rua, que resultou da fusão das ruas da Estação, do Leite e Gonçalves, terminava no início da Barão do Bom Retiro. Por iniciativa de Pereira Passos, foi prolongada até alcançar o início da Dias da Cruz. Paralela à linha do trem, a Vinte e Quatro de Maio é uma das principais vias de acesso ao Méier e um dos pontos críticos do bairro, pela má conservação, pelo trânsito constantemente engarrafado e pelos episódios de violência.

A Estação do Méier e o começo do bairro

meier9231

A nova passarela do Méier em 1923. Foto publicada na revista “O Malho” em 2 de julho daquele ano

Chovia naquela segunda-feira. Sem que nenhuma comemoração tivesse sido planejada, a locomotiva Princeza Imperial, que iniciara seu percurso na gare D. Pedro II, chegou pela primeira vez à Parada do Meyer, inaugurando-a. Era o dia 13 de maio de 1889, e o bairro do Méier começava a surgir.

Naquela ocasião, a estrada de ferro ainda levava o nome do imperador – a República só seria proclamada em novembro -, e a locomotiva havia sido assim denominada em homenagem à princesa Isabel, que assinara a Lei Áurea no ano anterior. A inauguração da parada marcou a fundação do Méier. A partir daquele dia, o bairro começou a se formar, impulsionado pelo trem, que hoje o corta ao meio, estabelecendo o lado de cá (da estação) e o lado de lá.

O prédio da atual Estação do Méier não é mais o original. Quando foi inaugurada, como parada, havia apenas uma construção modesta em madeira e uma plataforma pequena. Até 1903, os passageiros precisavam caminhar pelos trilhos para chegar à plataforma de embarque. Somente naquele ano a estação ganhou um prédio em alvenaria.

A estação – e, por consequência, o bairro – possui esse nome por ter sido construída em terras que pertenciam à família Meyer. Ao cedê-las, os filhos de Augusto Duque Estrada Meyer, o camarista Meyer, falecido sete anos antes, fizeram a exigência: o nome da parada seria uma homenagem ao pai e nunca poderia ser trocado, sob pena de a doação perder o valor.

Em 27 de fevereiro de 1952, uma quarta-feira, a Estação do Méier foi notícia na imprensa por conta de um grave acidente que deixou muitos passageiros feridos e também causou mortes. No dia seguinte, foi publicado o seguinte relato:

 O desastre ferroviário na estação do Méier

RIO, 28 (Sucursal) – Comunica a Central do Brasil, por intermédio da Agência Nacional:

“A administração da Central do Brasil, pelas investigações preliminares a que procedeu, com respeito ao lamentável acidente de ontem, à noite, na estação do Méier, aponta como responsável pelo desastre o maquinista do trem de Nova Iguaçu, o qual, não respeitando o sinal amarelo, preventivo, avançou o sinal vermelho, adiante, e entrou na reta daquela estação em grande velocidade. O maquinista, após a violenta colisão, abandonou o seu posto, tomando destino ignorado. A administração da Central já solicitou a prisão do referido servidor da Estrada. Dentro de 48 horas, a comissão de inquérito designada para apurar as causas e responsabilidades do fato apresentará o seu relatório à direção da Central.”

 

O cronista dos subúrbios

lima barretoO dia 13 de maio é uma coincidência de três aniversários: o nascimento de Lima Barreto, a abolição da escravatura e a fundação do Méier. Afonso Henriques de Lima Barreto nasceu em Laranjeiras, zona sul do Rio de Janeiro, numa sexta-feira, em 1881, sete anos antes da assinatura da Lei Áurea e oito antes do surgimento do bairro. Passou parte da infância e a adolescência na Ilha do Governador, na zona norte da cidade, e, em 1902, mudou-se com a família para o Engenho Novo, na região hoje conhecida como Grande Méier. Naquele mesmo ano, começou a colaborar com jornais do Rio para aumentar a renda. Grande cronista de costumes da cidade, ele foi o jornalista e escritor que colocou o subúrbio carioca no mapa da literatura brasileira.

Lima Barreto era um crítico ferrenho da República Velha e praticava uma literatura militante. Sua obra é marcada pela temática social – ele denunciava as injustiças sociais e os preconceitos de raça. Era simpático ao anarquismo e foi revolucionário ao inserir o subúrbio na cena literária (numa época em que o Centro e o Catete eram os bairros de prestígio do Rio).

Eram temas que ele conhecia bem. Lima Barreto era filho de pais pobres e mestiços e, por toda a vida, sofreu discrimação racial. O segundo de cinco irmãos – sendo que o mais velho morreu ainda recém-nascido -, ficou órfão de mãe na infância e, em 1902, seu pai enlouqueceu. Em decorrência disso, Lima Barreto abandonou o curso de engenharia da Escola Politécnica para sustentar a família. Mudou-se para o subúrbio, onde passou a segunda metade da vida. Começou a trabalhar como escrevente copista na Secretaria de Guerra e complementava a renda escrevendo para a imprensa carioca. Ele colaborou com quase todos os jornais do Rio de Janeiro. Para o Correio da Manhã, escreveu uma série de reportagens sobre a demolição do Morro do Castelo.

Na crônica A estação, publicada em 6 de outubro de 1921 na Gazeta de Notícias, Lima Barreto comenta a importância do trem para o cotidiano do subúrbio. Escreve ele:

Na vida dos subúrbios, a estação da estrada de ferro representa um grande papel: é o centro, é o eixo dessa vida. Antigamente, quando ainda não havia por aquelas bandas jardins e cinemas, era o lugar predileto para os passeios domingueiros das meninas casadouras da localidade e dos rapazes que querem casar, com vontade ou sem ela.

(…)

De resto, é em torno da “estação” que se aglomeram as principais casas de comércio do respectivo subúrbio. Nas suas proximidades, abrem-se os armazéns de comestíveis mais sortidos, os armarinhos, as farmácias, ou açougues e – é preciso não esquecer – a característica e inolvidável quitanda.

Na sequência, refere-se especificamente à estação de trem do Méier:

O Méier é ponto inicial de quatro linhas de bondes, uma até de grande extensão, a de Inhaúma, e outra que leva à Boca do Mato, lugar pitoresco, que já teve fama de possuir bons ares, para curar “moléstias do peito”, como diz o povo.

Além das quatro de que falei, três linhas, vindas do centro da cidade, passam por esta localidade, de modo que a impressão que dá não é bem de um subúrbio, mas de uma cidade média. Junte-se a isto a Central com os seus trens de subúrbios, e verão que não aumento.

É o Méier o orgulho dos subúrbios e dos suburbanos. Tem confeitarias decentes, botequins frequentados; tem padarias que fabricam pães, estimados e procurados; tem dois cinemas, um dos quais funciona em casa edificada adrede; tem um circo-teatro, tosco, mas tem; tem casas de jogo patenteadas e garantidas pela virtude, nunca posta em dúvida, do Estado, e tem boêmios, um tanto de segunda mão; e outras perfeições urbanas, quer honestas, quer desonestas.

Na época da publicação dessa crônica, 32 anos depois da inauguração, a Estação do Méier já havia passado por algumas melhorias, mas isso fica para o próximo post.

O Méier se despede de um morador apaixonado

Bem vindos ao Grande Méier - peqHá quase dez anos, talvez, meu pai comentou comigo que havia comprado para a minha mãe, no jornaleiro Panno, um livro sobre o Méier. Perguntei se ele poderia comprar um para mim também, mas não havia mais exemplares à venda. Pedi, então, o da minha mãe emprestado, e a verdade é que até hoje não o devolvi.

No meu garimpo de informações sobre o bairro, esse livro me ajudou bastante, porque resgata detalhes de um passado que eu não vi. Chama-se Bem-vindos ao Grande Méier – História, memória e vivência, e foi escrito por Josepha Barbosa Soares e Wilson Pereira Soares, um casal em permanente estado de encantamento pelo bairro.

Um episódio ilustra bem o envolvimento de Josepha e Wilson com o Méier. Em 2 de fevereiro de 2002, eles descerraram uma placa em homenagem a Augusto Duque Estrada Meyer, o Camarista Meyer, em uma área na confluência das ruas Dias da Cruz, Camarista Méier e Barão de Santo Ângelo. A instalação da placa foi um pedido do casal ao Departamento Geral de Patrimônio Cultural da prefeitura. O desejo deles era preservar a memória daquele que emprestou seu sobrenome ao bairro. O Camarista Méier foi camareiro do Paço Imperial, comendador e subdelegado da Freguesia de Inhaúma e sua família era dona das terras que deram origem ao Méier e a bairros vizinhos. A estação ferroviária do Méier foi construída graças à doação dessas terras, o que também possibilitou a abertura de várias ruas na área.

Essas informações sobre o camarista constam da placa que, sinceramente, não sei se permanece no local onde foi instalada.

Nunca conheci pessoalmente o senhor Wilson nem a senhora Josepha, mas as lembranças que eles compartilharam em seu livro me fizeram conhecer mais o meu bairro. O senhor Wilson viveu o Méier e o no Méier por mais de 80 anos, até o seu falecimento, esta semana. O bairro perdeu um morador apaixonado.

 

O guru do Méier

millor_fernandes

Não sei se vocês sabem que o Millôr era do Méier. Aliás, não sei se todos sabem quem é Millôr Fernandes, embora o nome possivelmente soe familiar. Millôr foi uma das maiores personalidades brasileiras do século 20 e início do 21. Autodidata e multifacetado, o autodeclarado guru do Méier foi jornalista, cartunista, escritor, desenhista, artista gráfico, humorista, tradutor, dramaturgo, poeta, roteirista de cinema – e essa lista pode não ter esgotado as atividades às quais ele se dedicou.

Millôr colaborou durante muito tempo com O Cruzeiro, inclusive na época de maior sucesso editorial da revista, quando a tiragem passou de 11 mil para 750 mil exemplares semanais. Demitido de lá em decorrência da polêmica que se seguiu à publicação de A verdadeira história do Paraíso, lançou a revista quinzenal O Pif-Paf, marco da imprensa alternativa no Brasil. Também foi um dos fundadores de O Pasquim e colaborou com vários veículos da imprensa nacional.

Millôr nasceu no Méier, na rua Isolina, em 16 de agosto de 1923, embora só tenha sido registrado em 27 de maio de 1924. No ano seguinte, com a morte do marido, o espanhol Francisco Fernandes, a brasileira Maria Viola Fernandes, mãe de Millôr, Hélio, Judith e Ruth, passou a costurar dia e noite para fora, para garantir o sustento da família, e alugou para uma irmã metade da casa de 20 por 40 metros de terreno e quatro quartos onde morava com os filhos.

Em 1931, Millôr entrou para a Escola Ennes de Souza, onde estudou até 1935. Lá foi aluno da professora Isabel Mendes, a quem dizia dever tudo o que sabia, por ter aprendido com ela a gostar de estudar, o que o possibilitou ser autodidata. O antigo educandário, hoje Escola Municipal Isabel Mendes, fica no número 293 da rua Joaquim Méier.

No ano de 1935, Millôr ficou totalmente órfão. A mãe foi vitimada por um câncer, aos 36 anos de idade – por coincidência, a mesma idade que o pai tinha quando morreu. Restou ao menino então morar de favor na casa do tio materno Francisco, no subúrbio de Terra Nova. Mais precisamente, na avenida João Ribeiro, em frente ao Morro do Urubu, próximo ao Largo dos Pilares. Esse período de sua vida, que se estendeu até 1937, Millôr chamava de dickensiano, “vendo o bife ser posto no prato dos primos”, sem que ele tivesse direito.

A guinada começaria no ano seguinte. Em 1938, mesmo ano em que ingressou no Liceu de Artes e Ofícios, Millôr iniciou a carreira de jornalista com a ajuda do tio Armando Viola, chefe da seção de gravura em O Cruzeiro. Aos 20 anos de idade, já recebia o maior salário da imprensa e dividia um apartamento dúplex na avenida Atlântica, em Copacabana, com o amigo Frederico Chateaubriand, sobrinho de Assis.

Mas foi em Ipanema que Millôr morou durante a maior parte da vida. Ele se mudou para a cobertura na avenida Vieira Souto em 1954 e, para o jornalista Mario Sergio Conti, “foi o homem que, individualmente, mais contribuiu para definir a identidade” do bairro. “Ele era espontâneo, afetuoso e expansivo. Expandiu-se tanto que fez com que o bairro viesse a ter traços seus. Festejar a beleza dos corpos ao ar livre, tomar parte de conversas boêmias noite adentro, rir dos poderosos e das autoridades, caminhar ao léu de manhã contemplando o mar e as moças – ele sempre fez tudo aquilo que acabou sendo associado ao folclore de Ipanema”, escreveu Conti na edição de abril de 2012 da revista Piauí. Uma curiosidade: Millôr foi um dos criadores e um dos responsáveis por implantar o frescobol no bairro, no final dos anos 1950.

As décadas vividas longe não fizeram Millôr esquecer a infância no Méier. Em uma entrevista para o Cadernos de literatura brasileira do Instituto Moreira Salles dedicado ao cartunista, Jaguar perguntou a ele: “Todos dizemos que, se você não pensasse, escrevesse e desenhasse em ‘brasileiro’, seria uma celebridade internacional. Se pudesse escolher o lugar de nascimento, qual seria sua opção? Dublin, Paris, Nova York ou Méier? Ou alhures?”. Millôr responde: “Sem hesitar, Méier. Para morar, naquela época, o subúrbio era um negócio maravilhoso – o terreno baldio, o futebol na frente de casa. Era maravilhoso”.

O bairro do passado também foi lembrado em 1959, emprestando o nome a uma série de programas que Millôr apresentou na  hoje extinta TV Itacolomi, a convite do amigo Freddy Chateaubriand. Em Universidade do Méier – como, aliás, costumava chamar a Escola Ennes de Souza -, ele desenhava enquanto fazia comentários.

Millôr morreu em 27 de março de 2012, em decorrência de um AVC, aos 88 anos de idade. Em 2013, a família cedeu mais de sete mil itens do acervo do cartunista, por dez anos, ao Instituto Moreira Salles (IMS), com a exigência de que o material permaneça no Rio. Desde 17 de abril, e até 21 de agosto de 2016, 500 originais estão disponíveis para o público na unidade carioca do IMS, na rua Marquês de São Vicente, 476, na Gávea.

O IMS é um dos meus lugares favoritos no Rio. Além de o espaço ser lindo – o instituto funciona na antiga mansão dos Moreira Salles -, lá todas as exposições são gratuitas, e o estacionamento também. A mostra millôr: obra gráfica ocupa cinco salas do IMS e está dividida em conjuntos temáticos que abrangem, por exemplo, os autorretratos e as brincadeiras com a própria assinatura, as críticas à política brasileira e a produção para O Pif-Paf. Além disso, há um vídeo com depoimentos de personalidades como Fernanda Montenegro, Fernanda Torres, Ziraldo, Ivan Fernandes e Chico Caruso, entre outros, sobre o humorista. Há também uma linha do tempo e uma mesa para folhear livros sobre a obra do cartunista. É muita coisa! Por isso, vale a pena não ir com pressa. Eu reservei duas horas para visitar a exposição e, como gosto de ver com calma, precisarei voltar, porque ficaram faltando três salas onde estão desenhos que ele fez à mão livre, apenas por distração, sem o interesse de publicar.

A visitação é aberta de terça-feira a domingo, das 11h às 20h, e escolas e grupos podem agendar visitas pelo telefone 21 3284-7400 ou pelo e-mail educativo.rj@ims.com.br. Há mais informações aqui.